Hoje é um dia como tantos outros, onde o fim-de-semana se aproxima depois de uma semana saturante e desgastante. No meio de tanta confusão, lembro-me de ti.
Lembro-me de cada momento detalhadamente, lembro-me inclusive da primeira vez em que te vi (…) Tinha eu uns sete ou oito anos, onde já lá vão esses tempos, e eu era uma recente moradora no Nadadouro. Integrar-me foi difícil, mas com o tempo fui conseguindo ultrapassar todas as barreiras e desfrutando de todos os momentos, de todas as oportunidades, das ocasiões que me foram proporcionadas.
Há seis anos sensivelmente avistei-te pela primeira vez e há cinco anos fazes parte da minha vida.
Foi difícil fazer parte do teu mundo, entrar na tua intimidade e fazer parte do teu eu.
Faz precisamente cinco anos em que me apaixonei por ti, é curioso porque eu de ti nada sabia, eu de ti sabia o teu nome, sabia a tua morada e basicamente era somente isso.
Foi preciso dar-te provas de que nós poderíamos construir uma amizade, que era possível existir confiança mútua, cumplicidade, entreajuda, sinceridade, carinho (…)
E por entre os obstáculos que foste colocando consegui chegar até ti, foi sem dúvida o meu melhor troféu. Um amor à primeira vista que depois deixou de fazer sentido, cresci e cheguei à conclusão que o que sentia por ti não era mais do que admiração, fascínio, encanto (…) mas mesmo assim o interesse em pertencer à tua vida não desapareceu e levei avante o meu objectivo.
Obtive o teu número de telemóvel e é a partir daqui que a história transita da introdução para o desenvolvimento.
Não perdi uma única oportunidade para conhecer o teu ser, descobri mistérios, ergui montanhas, gritei bem alto, senti a dor mais profunda, movi mares e céus, chorei lágrimas sentidas, vi tudo a preto e branco, sorri um sorriso contagiante, deixei os meus olhos brilhar, vi com olhos de ver a perfeição imperfeita dum ser, tu.
Tivemos momentos de felicidade, momentos de paz, momentos de guerra, momentos de cumplicidade, momentos de desgosto, momentos de angústia (…) construímos uma vida (L)
Olho para trás e recordo com uma lágrima e um sorriso todo um reino construído contigo, toda uma perfeição de um passado distante, faz hoje 63 dias que partiste e eu ainda penso que vou sair e encontrar-te ai, por acaso. É difícil convencer-me do contrário, é difícil esconder o desejo que tenho de te poder abraçar novamente, não sabes o quanto me apetece correr até ti, o quanto me apetece chorar apesar de ter consciência que isso não te trará de volta, o desejo de entrar no primeiro avião e ir aí nem que seja para te abraçar por cinco segundos e para dizer-te pessoalmente que és mais que importante.
Eu sei que tens esse feitio especial, que és muito selectivo, sei que tu também sofres por estar longe daqueles que te amam verdadeiramente, sei que o teu futuro é aí, mas o meu é ter-te perto de mim, é poder auxiliar-te em tudo.
Seguir em frente sem ti é quase como remar contra a corrente, não ter-te como pilar no meu monumento é como deixar de respirar, enfim sinto-me incapaz de grandes feitos.
A pessoa de quem falo é indescritível, é humana e tem defeitos mas estes são imperceptíveis junto das suas qualidades, é quem me faz ser capaz de tudo, é quem me dá forças para ir além do infinito, é quem me faz sorrir antes, durante e após a tempestade, é a melhor pessoa que conheço.
Miguel Silva.
e não tires as tranças, ó loiraaa